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Mulheres no Comando - Entrevista com a Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional

Publicado em Terça, 14 de Março de 2017, 10h09 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

     Série de entrevistas com mulheres que estão à frente do Instituto Federal Farroupilha. Confira a segunda da série, com a Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional, Nídia Heringer. 

No Instituto Federal Farroupilha, temos servidoras que desempenham funções de gestão na Reitoria e nos campi, sendo responsáveis por liderar grandes equipes e por tomar decisões importantes sobre o desenvolvimento da instituição.

Para que essas mulheres sejam ainda mais conhecidas e valorizadas – já que as identidades precisam ser narradas para serem reconhecidas e, assim, respeitadas, durante este mês de março apresentamos uma série de entrevistas.

Você vai entender por que essas mulheres conquistaram papéis de destaque, o que significa para elas estar à frente de um cargo de gestão e se, na opinião delas, a questão de gênero influencia no ambiente de trabalho.

A segunda entrevista é com a Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional do IFFar, a professora Nídia Heringer.

A série "Mulheres no Comando" é uma das ações que compõem o especial Mês da Mulher no IFFar. 

 

 Nidia

 

Nome completo: Nídia Heringer – Pró-reitora de Desenvolvimento Institucional

 

Função e campus antes de ser Pró-reitora:

Sou docente EBTT. Ingressei antes de serem criados os Institutos Federais, no CEFET Bento Gonçalves e atuava na UNED Santo Augusto, atual campus do IFFar. Lá, além da docência, atuei na extensão, na coordenação de ensino e, depois, na Reitoria do IFFar, fui Coordenadora de Relações Institucionais, Coordenadora Geral de Extensão, Coordenadora Institucional do PIBID, Pró-Reitora de Extensão Substituta e Pró-Reitora de Desenvolvimento Institucional Substituta.

 

O que te motivou a se candidatar/ a aceitar o convite para assumir um cargo de gestão na instituição?

Aceitar ser Pró-Reitora de Desenvolvimento Institucional tem relação direta com eu acreditar ser possível colaborar ativamente no fazer a nossa instituição, que é jovem, ser forte e qualificada no atinente a sua atividade finalística e atividade meio. Tem correlação direta com eu pensar que se os Institutos Federais foram criados como proposta inovadora de educação, no Brasil, precisam ser diferentes na sua atuação e propositivos com relação às formas usuais de fazer. E este é um desafio que vai além das proposições de gestão: é uma construção difícil, pois fazer acontecer o novo em educação, quando recebemos formação coadunada para o vigente e admiramos alguns modelos e práticas tradicionais (e algumas “dando certo”), implica em discussão coletiva assertiva sobre a visão, a missão institucional, o futuro institucional e as responsabilidades internas, sociais e legais em uma autarquia.

 

Quais os benefícios de ser mulher ao assumir um cargo de gestora? Quais os principais desafios?

Não vou refletir sobre o termo benefícios, pois não penso que ele seja adequado para pensar sobre mulher e gestão. Vou partir de um exemplo: quando assumi a PRDI e fui, como titular, à primeira reunião do Fórum de Pró-Reitores de Desenvolvimento Institucional, encontrei outras duas Pró-Reitoras em um universo de 42 instituições. Depois, por dois anos e meio, coordenei o Fórum e posso dizer que há nele espaço para o feminino, pois nunca houve diferença de tratamento entre os pares – no entanto, o número não mudou. Por que usei este exemplo? Porque visualizei que o desafio precede o viver o cargo.

 

Você já ouviu alguma frase machista a respeito de seu cargo profissional? Como você reagiu e/ou costuma reagir?

Sim, eu já ouvi frases machistas em diversos momentos de minha atuação profissional e minha vida pessoal. Outras vezes, o discurso foi subliminar. E preciso considerar que, se na maioria das vezes foram vozes masculinas, também houve aquelas femininas. A reação ao expresso, por falas ou atos, precisa ser processual: não basta responder, é preciso, no cotidiano, agir de forma a explicitar que mulheres e homens são iguais. Falar sobre é de suma importância, mas garantir vivências que denotem essa busca da igualdade é vital.

 

Em que exemplo(s) feminino(s) você se inspira para exercer sua função profissional? 

Antes de nomes, prefiro refletir sobre o fato de que muitas “grandes mulheres” têm seu registro na história constantemente vinculado a valores ditos masculinos ou femininos. As biografias denotam que as biografadas reforçaram, abdicaram ou romperam com valores vigentes em cada época (rainhas, religiosas, políticas, cientistas, artistas, médicas, revolucionárias e tantas outras). Então, vou preterir nomes e referir a algumas atitudes e ou características que fizeram diferença na história delas e que podem inspirar ações, independentemente do gênero: ousadia, liberdade, coragem, fé, rebeldia, resignação, doação, amor e desapego.

 

O que falta para mais mulheres conquistarem posições de destaque no mercado de trabalho? 

 Falta a mudança de parâmetros, na sociedade, sobre o que é ser mulher, seu papel social e, principalmente, condições para que a formação, a vida diária e as oportunidades de trabalho sejam igualitárias. Atualmente, grande parte das mulheres que atuam no mundo do trabalho batalharam para ter formações maiores que o exigido para os cargos e acumulam as atuações e responsabilidades inerentes às rotinas familiares, sociais e culturais. E acredito que fazem isso conscientes da diferença de tratamento que recebem e da importância desse desprendimento e esforço, pois é uma das formas de construir bases novas sobre o tema.

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