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Mulheres no Comando - Entrevista com a Pró-reitora de Extensão do IFFar

Publicado em Sexta, 17 de Março de 2017, 10h07 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

    Série de entrevistas com mulheres que estão à frente do Instituto Federal Farroupilha. Confira a terceira da série, com a Pró-reitora de Extensão, Raquel Lunardi. 

No Instituto Federal Farroupilha, temos servidoras que desempenham funções de gestão na Reitoria e nos campi, sendo responsáveis por liderar grandes equipes e por tomar decisões importantes sobre o desenvolvimento da instituição.

Para que essas mulheres sejam ainda mais conhecidas e valorizadas – já que as identidades precisam ser narradas para serem reconhecidas e, assim, respeitadas, durante este mês de março apresentamos uma série de entrevistas.

Você vai entender por que essas mulheres conquistaram papéis de destaque, o que significa para elas estar à frente de um cargo de gestão e se, na opinião delas, a questão de gênero influencia no ambiente de trabalho.

A terceira entrevista é com a Pró-reitora de Extensão do IFFar, a professora Raquel Lunardi.

A série "Mulheres no Comando" é uma das ações que compõem o especial Mês da Mulher no IFFar. 

 

Raquel A

Nome completo: Raquel Lunardi – Pró-reitora de Extensão

Função e campus antes de ser Pró-reitora: Docente do Eixo Turismo, Hospitalidade e Lazer do Campus São Borja

O que te motivou a aceitar o convite para assumir um cargo de gestão na instituição?

Dar continuidade ao trabalho que vinha fazendo no Campus São Borja. Com certeza o cargo de Pró-reitora foi e está sendo um grande desafio profissional. Enfrentamos esse desafio com muita alegria, pois sabemos que nossas ações estão possibilitando que muitas pessoas sejam beneficiadas com cursos de capacitação, projetos de inclusão social, dentre tantas outras ações que os campi desenvolvem.

Quais os benefícios de ser mulher ao assumir um cargo de gestora? Quais os principais desafios?

Em um mundo onde as questões de gênero estão latentes no nosso dia-a-dia, ser mulher e assumir a Pró-reitoria de Extensão, que ainda é uma área de domínio masculino, é um grande desafio. A extensão precisa de mais mulheres na gestão, e isso o IFFar está conseguindo nos últimos anos.

Você já ouviu alguma frase machista a respeito de seu cargo profissional? Como você reagiu e/ou costuma reagir?

Não, nunca ouvi nada que colocasse em dúvida meu trabalho ou que questionasse o ser mulher em um cargo de gestão; pelo contrário, sempre ouvi elogios. Talvez as pessoas até pensem, mas nunca expressaram isso na minha frente.

Você acha que é mais fácil para uma mulher ocupar um cargo de gestão atualmente? Por quê?

Não acho que seja mais fácil para homem ou para mulher. Acho que cada um tem suas capacidades, correspondentes a sua formação e trajetória profissional. A extensão, por exemplo, como já falei, é um ambiente em que os homens estão mais presentes, mas esse cenário está mudando. É uma área em que as mulheres estão demonstrando suas capacidades, e com muito louvor.

Em que exemplo(s) feminino(s) você se inspira para exercer sua função profissional?

Em muitos. Em minha mãe, que é uma pessoa humilde, com pouca formação, mas com muito conhecimento. Em colegas de trabalho, como a professora Carla Jardim que tem uma trajetória acadêmica e profissional de muito êxito e em muitas outras mulheres que foram e são beneficiadas com os programas em que já participei, como as mulheres pescadoras de São Borja e Itaqui, as mulheres que foram objeto de pesquisa de minha tese, mulheres rurais e empreendedoras.

O que falta para mais mulheres conquistarem posições de destaque no mercado de trabalho?

Infelizmente, ainda vivemos em um mundo de diferenças de gênero, e essas diferenças se refletem nas posições de trabalho. Avançamos muito, porém há muito ainda para avançarmos. As mulheres, mais que os homens, desenvolvem múltiplas funções, conciliando atividades domésticas e públicas, e isso acaba impossibilitando a sua inserção em posições de maior destaque. O caminho é longo, contudo a mudança deverá ocorrer quando o homem assumir papéis tradicionais das mulheres para que assim elas possam conquistar posições de maior importância no mundo do trabalho.

Secom

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