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Informe NEABI - Por que precisamos estudar as relações étnico-raciais na escola?
Segunda-feira, 15 Novembro 2021
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por ascom_sb

Informe NEABI-SB/UG | Mês da Consciência Negra | Diário 15

Por que precisamos estudar as relações étnico-raciais na escola?

Por Priscila Gualberto de Lima. Docente do IFFar São Borja e membra do NEABI.

A importante história vivenciada e construída pelos afrodescendentes e povos indígenas no Brasil não é abordada corretamente nas escolas, em especial porque há uma versão da história mal contada ou única sobre a formação do país, que tem em sua composição étnica três matrizes (a indígena, a africana e a branca), e essa história de versão única leva as pessoas a repetirem equívocos e preconceitos que aprenderam, em sua grande maioria, na escola.

O antropólogo e professor brasileiro-congolês na Universidade de São Paulo, Kabengele Munanga (2005), afirma que não se pode esquecer que as/os profissionais da educação (docentes, técnicos-administrativos em educação, alunas, alunos, gestores/gestoras escolares) são produtos de uma educação eurocêntrica feita na escola, que tem início na Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental, Ensino Médio, Ensino Superior e Pós-graduação, e que, em função disso, podem reproduzir consciente ou inconscientemente os preconceitos que existem nossa sociedade.

Nesse sentido, é extremamente importante abordarmos as relações étnico-raciais no cotidiano escolar, porque é a escola um dos primeiros espaços onde se sente o racismo, segundo a intelectual negra e especialista em feminismo negro, Djamila Ribeiro (2019), para quem o início da vida escolar foi, para ela, o divisor de águas, já que, por volta dos seis anos, a autora entendeu que ser negra era um problema para a sociedade.

Além disso, na escola muitas situações de racismo são entendidas e confundidas como bullying e isso demonstra que nós enquanto profissionais da educação não estamos preparados para lidar com a temática, não apenas porque não há formação a respeito disso, mas porque temos pessoas que trabalham nas escolas e que são coniventes com a prática discriminatória em relação a determinados grupos étnicos. Daí a importância de abordarmos e discutirmos acerca das relações étnico-raciais no espaço escolar.

Referências

MUNANGA, Kabengele (org.). Superando o racismo na escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

 

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