Defesa Pública de Dissertação de Mestrado - Thaís Cortes Sagrilo
Título da Dissertação: PROTAGONISMO FEMININO NA DITADURA MILITAR DO BRASIL: uma análise sobre o assunto no currículo de história dos cursos de Ensino Médio Integrado do Instituto Federal Farroupilha – Campus Jaguari
Produto Educacional: Protagonismo Feminino na Ditadura Militar do Brasil
Orientador(a): Dra. Letícia Ramalho Brittes
Banca: Dra. Marcele Teixeira Homrich Ravasio, Dra. Cristina dos Santos Lovato
Resumo: Este estudo apresenta uma análise sobre o protagonismo feminino na ditadura militar do Brasil no currículo de história dos cursos de Ensino Médio Integrado do Instituto Federal Farroupilha – Campus Jaguari. Especialmente, objetiva analisar a visibilidade oportunizada às mulheres em aulas de história sobre o assunto ditadura militar do Brasil nos cursos de Ensino Médio Integrado em Administração, Agricultura e Sistemas de Energia Renovável, do Instituto Federal Farroupilha – Campus Jaguari. A fim de realizar a análise proposta, este trabalho possui como objetivos específicos: identificar quais personagens femininas possuem destaque no currículo de história desses cursos; comparar a importância ofertada à participação feminina com relação aos homens; indagar se o gênero interferiu na forma como vivenciaram a ditadura militar; realizar um levantamento de mulheres que se destacaram no período e que não foram contempladas no currículo; e elaborar uma página no Instagram que oportunize visibilidade às mulheres do período estudado. Esta é uma pesquisa de cunho qualitativo, sustentada no método de Análise de Discurso Crítica de Fairclough (ADC) que analisa criticamente o discurso nos livros didáticos utilizados pelos alunos na disciplina de história. Desse modo, o estudo é focado em analisar a(s) posição(ões) sujeito atribuída(s) às mulheres nas abordagens sobre ditadura militar do Brasil. Os sujeitos desta pesquisa definem-se nas práticas discursivas presentes nos recortes discursivos gerados a partir dos documentos selecionados para o estudo. Entendemos que memória e história andam juntas, portanto, precisamos rememorar a ditadura militar para não dar espaço a disseminação de discursos negacionistas ou romantizados sobre o período. A ênfase em gênero pretende que as mulheres recebam a visibilidade histórica a qual tiveram negada. Entendendo que são assuntos indispensáveis para uma formação omnilateral dos sujeitos. Por fim, constatamos que apenas cinco mulheres foram citadas no capítulo que aborda o tema, são elas: Criméia Alice Schmidt de Almeida, Marlene de Souza Soares, Nara Leão, Elis Regina e Gal Costa. Evidenciamos que além de numericamente, os homens também ganharam maior destaque nas descrições, espaços, diversidade nos perfis, e tiveram seus feitos mais valorizados. Trouxemos histórias de militantes, mulheres pretas, indígenas, mães, esposas, imprensa e apoiadoras do regime. Afirmamos que o gênero interferiu na forma como as pessoas vivenciaram a ditadura militar, tanto na forma com que são descritas no livro didático, quanto nas suas experiências no período da ditadura. E, finalmente, elaboramos um produto educacional para ofertar visibilidade as mulheres, reconhecendo a contribuição delas na história.
Palavras-chave: Mulheres; Ditadura Militar; Currículo; Educação Profissional e Tecnológica.
Data da defesa: 21 de março de 2025
Horário: 9h
Local: Auditório, IFFar - Campus Jaguari
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