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Professores do IFFar debatem educação e multiculturalismo

Publicado em Quinta, 06 de Junho de 2019, 15h11 | por Assessoria de Comunicação | Voltar à página anterior

Uma mesa formada por professores do IFFar debateu o tema “Educação face ao multiculturalismo – um diálogo sobre gênero, movimento feminista, negros, indígenas, sem teto e sem terra”, nesta quarta-feira (5), durante o VI Seminário Internacional de Educação Profissional do IFFar.

Anexos:

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Foto: professora Liliana de Oliveira fala sobre o debate de gênero e sexualidade na escola

O VI Seminário Internacional de Educação Profissional do IFFar ocorre de forma integrada ao Seminário Internacional de Educação Profissional da UFSM e dos eventos de Educação Popular do Movimento Brasileiro de Educadores Cristãos de Santa Maria (Mobrec/SM), entre os dias 4 e 7 de junho, no Clube Dores, em Santa Maria.

Na tarde desta quarta-feira ocorreu a primeira mesa interativa do evento. A conversa foi mediada pelo professor do Campus Júlio de Castilhos, Ênio Grigio, que ressaltou a importância da discussão dos temas no contexto brasileiro atual. Ele classificou a mesa como “de resistência”, afirmando que são temas e grupos que têm sido “atacados” por alguns setores da sociedade.

A professora do Campus São Vicente do Sul, Liliana Souza de Oliveira, falou sobre a importância do debate sobre gênero e sexualidade na escola. Ela refutou a ideia que algumas pessoas têm de que falar sobre os temas significa “cooptar” os alunos. Liliana disse que ao abordar o tema em sala de aula, a ideia é que se possa reconhecer a escola como “um universo de singularidades, composta por sujeitos diferentes”.

Para a professora Liliana de Oliveira, o mundo e a escola mudaram, e é preciso olhar e trabalhar estas mudanças para evitar cenários indesejáveis como violência, bullying e evasão.

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Foto: o professor Ênio Grigio (à esq.) foi o mediador da mesa; o professor Aristeu da Rocha falou sobre história de povos da África

O professor do Campus Júlio de Castilhos, Aristeu Castilhos da Rocha, falou sobre o ensino de História da África, Afro-brasileira e indígena na Educação Básica. De acordo com o professor Aristeu, o currículo escolar sempre silenciou a história sobre estes povos, negligenciando as suas ações e dando a entender que eles foram passivos em relação aos acontecimentos no país.

Aristeu da Rocha disse que durante todos os momentos da história do Brasil houve resistência e protagonismo dos povos negros e indígenas. Para combater o que ele chamou de “colonização do currículo escolar”, é necessário incluir outras formas de conhecimento.

A coordenadora de Ações Inclusivas do IFFar, professora Fernanda Machado, falou sobre os efeitos do machismo sobre mulheres e homens e sobre estratégias de lutas feministas. Ela falou que, sem desconsiderar o protagonismo feminino nas questões envolvendo gênero, é necessário trazer os homens para a conversa e mostrar que todos saem prejudicados com o machismo. De acordo com a professora Fernanda Machado, esta pode ser uma estratégia para fortalecer ainda mais as lutas femininas.

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Foto: a professora Fernanda Machado (à dir.) é coordenadora de Ações Inclusivas do IFFar

Fernanda Machado também falou sobre o movimento Eles por Elas e sobre ações da Coordenação de Ações Inclusivas do IFFar. Ela também lamentou a baixa participação de homens nas atividades que discutem gênero.

A professora do Campus Júlio de Castilhos, Tatiana Balém, falou sobre as questões de gênero e racismo envolvendo o meio rural. Tatiana explicou que o campo é muito mais violento e machista que o meio urbano, o que intensifica os problemas envolvendo gênero. Uma pesquisa conduzida por ela mostra que o ambiente de trabalho rural de Júlio de Castilhos e Tupanciretã é dominado pelos homens.

Professora de agroecologia, Tatiana Balém também falou sobre a abordagem de temas progressistas em sala de aula. Sobre o Movimento Sem Terra, ela denunciou a representação midiática sobre a violência e a origem dos grupos. Ela disse que o movimento tem estratégias de luta e de serem visíveis e que os assentamentos são na maioria produtivos. Segundo Tatiana, a Agricultura Familiar produz 70% dos alimentos consumidos no Brasil.

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Foto: Tatiana Balém é professora de agroecologia do IFFar - Campus Júlio de Castilhos

Apresentação Cultural - as atividades da tarde de quarta-feira contaram com uma abertura cultural realizada pelo Grupo de Percussão e Dança da Escola Estadual de Ensino Básico Celina de Moraes. Veja fotos na galeria, no final desta notícia.

Encerramento - No último dia do evento, 07 de junho, foi divulgado um manifesto que expressa o posicionamento dos participantes em defesa da educação e contra os cortes anunciados pelo governo federal na área. Confira o documento na íntegra em anexo. 

Secom

 

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